Yvone Duarte – conheça uma das precursoras da divisão feminina de Jiu Jitsu no Brasil


Os irmãos Pascoal fizeram muita diferença no jiu jitsu, além de terem levado a luta para Roraima, quando se mudaram ainda novos para lá, e terem lutado pelo espaço para mulheres competirem e se federarem.

Antes de falarmos dessa grande guerreira, precisamos falar de seu irmão, Pascoal Duarte, o seu grande influenciador e irmão.

Incentivado por seu amigo, após sair da escola, ao invés de irem para casa, seguiu para Copacabana, para conhecer e dar um treino de Jiu jitsu.

Nesta academia havia alguns tatames sob uma marquise em um dos mais antigos clubes de Copacabana que na verdade era um cassino clandestino disfarçado de clube, comandado por bicheiros. O professor os recebeu com uma xícara de café na mão e um cigarro na outra. Tempos depois souberam que ele era na verdade oriundo do Judô, e como não tinha licença da federação para dar aulas, passou para o jiu-jitsu, que na época era uma luta quase clandestina .

O então faixa branca de jiu jitsu gostou do treino e do primeiro contato com a arte marcial; começou na arte suave na década de 1970, aos 14 anos, que na época já demonstrava aptidão com os esportes, praticando natação e jogando futebol. Faltava apenas uma direção, e o destino quase o fez seguir outro trilho, por pouco o então jovem Pascoal não se tornou jogador de futebol.

Com Yvone, não foi muito diferente, também tinha aptidão com esporte, mas vendo seu irmão, se apaixonou pelo jiu jitsu e logo começou a treinar.

Com tanto tempo dedicado ao Jiu Jitsu, ela queria muito se testar nos tatames, começando aí uma campanha junto de todo mundo que ela conhecia dentro da federação do Rio de Janeiro para abrir uma divisão feminina, o que era uma ideia completamente inovadora num esporte fortemente dominado por membros do sexo masculino. Sua voz foi finalmente ouvida em 1985 com a primeira categoria feminina sendo aberta. A competição chamou a atenção de patrocinadores como a “Bum Bum”, marca de biquíni que viu o valor de ser representada no evento.

A primeira competição com divisão feminina foi aberta as faixas brancas e azuis, com apenas uma categoria de peso, que era até 60kg, onde ela ganhou sua primeira medalha de ouro. Yvone competiu por mais de 10 anos, mantendo-se invicta durante toda a sua carreira.

Em outubro 1990, Yvone Duarte recebeu a sua faixa preta de Jiu Jitsu das mãos de seu mestre Osvaldo Alves, o mesmo professor, que lhe concedeu todas as faixas anteriores. Em seguida, Yvone foi convidada pelo presidente da federação internacional, Carlos Gracie Junior, a presidir a organização, um convite que ela se recusou por estar grávida de sua filha na época, não tendo tempo de se comprometer com a função.

Depois disso ela se manteve ativa no esporte, não como competidora, mas como professora, dando seminários e aulas particulares. Yvone se mudou para a Europa e se continua espalhando o jiu jitsu brasileiro por lá.

Se hoje, mesmo que você não goste de competir, saiba que esse espaço é aberto pra todas nós, graças à nossa querida Yvone, por ter lutado pelo nosso espaço no tatame e nas federações.

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