Nika Schwinden – do consultório de psicologia ao topo dos pódios – Entrevista exclusiva


Nika Schwinden

Recém chegada a faixa marrom, a atleta da Checkmat já é ícone absoluto no quesito referência e inspiração, com seu jiu jitsu afiado e sem dom de lidar com as palavras, arrebata uma legião de fãs – são lutadoras de jiu jitsu do mundo todo que se encantam com a rotina e feitos dessa grande mulher, que além de mãe e atleta, dá conta de uma linda equipe de Jiu Jitsu feminino em Curitiba. Tive o prazer de entrevistar esta ferinha, que falou pra gente sobre sua carreira como instrutora, campeonatos, lesões, entre outros assuntos. Boa leitura! 🙂

BJJ GIRLS MAG: Há quanto tempo você é instrutora de jiu jitsu para mulheres?
Nika: Eu sou instrutora tem 1 ano e 4 meses, comecei não faz muito tempo, por causa de duas meninas que já conheciam meu trabalho como atleta, e então me convidaram para dar aulas particulares pra elas. Eu tinha acabado de lutar o mundial de master em outubro de 2013, cheguei e fui graduada a faixa roxa e logo em seguida comecei a dar aulas pra elas.

BJJ GIRLS MAG: Alguns professores reclamam de ministrar aulas para mulheres, pois dizem que elas são difíceis de lidar. Qual a sua opinião a respeito? Já teve alguma dificuldade nesse sentido?
Nika: Acho que como em qualquer outro tipo de serviço, a mulher deve ter um atendimento diferenciado – eu dou aula de jiu jitsu para crianças também, mas gosto mais de jiu jitsu para mulheres, pois afinal eu também sou mulher, e entendo períodos de crise, de sensibilidade.

Mulher tem TPM, marido, filho, somos mais emotivas, mais sentimentais. Então quem trabalha com isso tem que ter uma subjetividade no trato com elas, que são mais delicadas, e não tem como você tratar a mulher da mesma forma que trata o homem. E na verdade fácil não é, mas é o que eu gosto de fazer e me proponho a fazer com todo o prazer do mundo.

BJJ GIRLS MAG: Já recebeu algum tipo de crítica por ter “largado” a profissão de psicóloga para se dedicar ao jiu jitsu?
Nika: As pessoas que praticam o jiu jitsu me entendem e nunca me questionaram, mas as pessoas de fora do esporte sim, não entendem como que eu tive coragem de largar uma profissão que eu levei anos pra conquistar, abri um consultório, vender todos os móveis, enfim, eu já sofri algumas críticas sim, mas eu acho que o nosso trabalho é a melhor resposta pra qualquer tipo de crítica que venha de fora, graças a Deus eu tenho uma turma muito legal e só está crescendo, e tenho objetivos muito maiores com relação ao jiu jitsu feminino aqui em Curitiba, então não me preocupo muito com isso.

BJJ GIRLS MAG: Quais os principais campeonatos que já ganhou?
Nika: Em 2013 fui campeã mundial peso e absoluto, faixa azul master 1, campeã panamericana… acho que de 2013 pra cá eu ganhei quase todos os campeonatos importantes da tríade, só não lutei o europeu, mas fui campeã mundial na faixa roxa, na faixa azul, fui campeã panamericana, peso e absoluto, campeã brasileira, campeã sulamericana… mas acredito que os mais importantes foram os dois panamericanos que eu lutei e os dois mundiais.

BJJ GIRLS MAG: Já teve alguma lesão grave? Se não, quais os cuidados que toma para evitar as lesões?
Nika: Eu tenho duas hérnias na lombar, e me cobram bastante por causa delas, e por isso eu faço RPG, fisioterapia e musculação, pra fortalecimento, afinal são duas protusões bem sérias. Alguns médicos me disseram que eu não podia treinar jiu jitsu, e então eu procurei um médico que é ex judoca da seleção paranaense, e por ser do esporte ele entendeu um pouco mais e me passou um tratamento que me faz suportar um pouco mais os treinos, mas próximo de competição ela costuma atacar bastante, e nas competições eu chego no meu limite. Mas fora isso, graças a Deus nunca quebrei nada e nunca tive nada mais sério.

Vale lembrar que Nika ganhou recentemente o Mundial de Master, em Las Vegas, e quando voltou foi graduada a faixa marrom por seu professor da Checkmat. Sempre envolvida no universo feminino do esporte, também foi convidada por Michelle Nicolini para participar do 4º Camp feminino, que vai rolar em Santos e promete trazer às participantes um fim de semana recheado de treinos, seminários e muito mais.

camp feminino

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